JHC aparece em arquivo do Ministério da Previdência como representante do município
O vereador por Maceió e candidato a deputado federal Rui Palmeira apresentou novas acusações envolvendo a aplicação de recursos do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Maceió (Iprev) no Banco Master.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Rui afirmou ter recebido documentos que indicariam que a decisão de investir R$ 117 milhões em títulos do banco teria contado com a participação direta do então presidente do Iprev, Ronnie Mota.
Segundo o vereador, o processo administrativo contém trocas de e-mails entre Mota, sua chefe de gabinete e uma representante do Banco Master. Para Rui, as mensagens demonstrariam que o então presidente do instituto acompanhou e autorizou etapas da operação.
O parlamentar também questionou a ausência de uma análise de risco específica antes da aplicação. De acordo com ele, uma nota técnica favorável ao investimento teria sido elaborada e assinada pelo próprio presidente do Iprev, e não por uma equipe técnica independente.
Rui acrescentou que a análise de risco chegou a ser posteriormente cobrada pela Controladoria-Geral do Município.
Além dos R$ 117 milhões aplicados no Banco Master, o vereador citou um investimento de R$ 51 milhões no fundo Nest Eagle. Ele relacionou as operações ao período em que Ronnie Mota comandava o instituto.
Durante a gravação, Rui lembrou ainda que Mota foi alvo de mandado de busca e apreensão em uma operação da Polícia Federal e teve bens bloqueados por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. O vereador também mencionou outros episódios envolvendo o ex-presidente do Iprev e sua relação política com JHC.
No trecho central da denúncia, Rui exibiu um arquivo que atribuiu ao Ministério da Previdência. Segundo ele, o documento registra a aplicação no Banco Master e aponta João Henrique Caldas, o JHC, como “representante pelo ente”, isto é, pelo município de Maceió.
Com base nisso, Rui colocou em dúvida a versão de que o investimento teria sido decidido exclusivamente pela direção do Iprev.
“É difícil acreditar que ele faria tudo isso sozinho, sem seguir qualquer indicação da política de investimentos do gestor municipal”, declarou.
JHC e Ronnie Mota foram procurados para apresentar suas versões sobre as afirmações, mas não responderam até o fechamento deste material.




