O empresário e pré-candidato a deputado estadual Francisco Sales (PSDB) afirmou nesta terça-feira (26) que passou a receber novas denúncias envolvendo supostos pagamentos abaixo do salário mínimo ou até divisão de um mesmo salário para duas pessoas em prefeituras de diferentes municípios de Alagoas.
Segundo Sales, após denunciar publicamente a situação de trabalhadores ligados à Prefeitura de Batalha, outras pessoas procuraram suas redes sociais relatando casos semelhantes envolvendo servidores, prestadores de serviço e trabalhadores terceirizados em outras cidades do estado.
Diante da repercussão, o empresário informou que decidiu reunir os relatos recebidos e encaminhá-los oficialmente ao Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Estadual (MPE) e demais órgãos de fiscalização para que as denúncias sejam investigadas.
“Isso é uma vergonha. É um absurdo imaginar trabalhadores prestando serviço para prefeituras e recebendo menos do que um salário mínimo, ou tendo que dividir um salário mínimo entre duas ou até três pessoas, o que é mais absurdo ainda. Até quando práticas ilegais como essas vão continuar acontecendo em Alagoas sem ninguém tomar providência?”, questionou.
Francisco Sales também convocou trabalhadores que se considerem vítimas de práticas ilegais, como suposta divisão de um salário entre duas pessoas ou pagamentos inferiores ao mínimo legal, a encaminharem denúncias e provas por meio de suas redes sociais.
O empresário ressaltou que não está fazendo prejulgamentos e que caberá aos órgãos de controle apurar se as denúncias são verdadeiras ou não. Segundo ele, caso irregularidades sejam confirmadas, os responsáveis devem responder dentro da lei.
“Eu não estou condenando ninguém antecipadamente. Estou pedindo investigação séria. Se isso estiver acontecendo de verdade, é grave demais. Trabalhador merece dignidade, respeito e remuneração correta, seja no setor privado ou dentro de uma prefeitura”, afirmou.
Sales também defendeu maior rigor dos órgãos de fiscalização diante de possíveis irregularidades trabalhistas em municípios alagoanos e afirmou que situações desse tipo não podem ser tratadas como algo normal dentro da administração pública.



