A gestão da saúde pública em Maceió passou a ser alvo de denúncias internas após a nomeação de Lara Jayne Siqueira Barbosa Malta Brandão para o comando da pasta. A indicação, feita pelo ex-prefeito JHC em articulação com o grupo do ex-deputado Celso Luiz, é apontada por servidores como marco de um cenário de paralisação administrativa na rede municipal.
Relatos de profissionais da própria Secretaria Municipal de Saúde indicam atraso no pagamento de fornecedores, o que já estaria afetando diretamente a continuidade de serviços. Clínicas conveniadas que atendem crianças com autismo e outras necessidades especiais estão entre as mais impactadas, com risco de interrupção dos atendimentos.
Segundo as denúncias, processos de aquisição de medicamentos, insumos e equipamentos estariam travados, comprometendo o abastecimento das unidades de saúde. O quadro é descrito por servidores como de desorganização generalizada.
O nível de paralisação administrativa, de acordo com os relatos, chega a situações básicas: até o token necessário para assinatura digital de processos ainda não teria sido providenciado, dificultando a tramitação de atos internos e agravando a lentidão da máquina pública.
Diante do cenário, servidores e fornecedores têm recorrido ao ex-secretário de Saúde, Mourinho, em busca de orientação e alternativas para destravar processos e garantir a continuidade dos serviços.
Lara Jayne é esposa do ex-prefeito de Inhapi, Tenorinho Malta, aliado político do grupo liderado por Celso Luiz.
Celso Luiz, por sua vez, já foi alvo de diversas denúncias relacionadas a esquemas e fraudes em Alagoas, incluindo investigações no âmbito da chamada Operação Taturana, um dos maiores casos de corrupção política do estado.



