Um episódio revoltante marcou a última semana em Rio Largo. O que deveria ser um dia normal de trabalho para senhor de família, vendedor de lanches conhecido na região do aeroporto, transformou-se em cena de violência e autoritarismo protagonizada pela gestão do município.
O caso aconteceu perto deum galpão utilizado pela prefeitura, onde o vendedor tentava garantir seu sustento. Ao ouvir de servidores municipais que não poderiam comprar o lanche porque estavam com salários atrasados há dois meses, uma crise que ocorre desde 2025, o trabalhador comentou o fato e relembrou que na gestão passada, o atraso de pagamento não era uma prática comum.
Esta fala foi o suficiente para despertar a fúria do gestor.
O prefeito Pedro Carlos (figura política anteriormente conhecida como Carlos Gonçalves), que estava no local e ouviu o comentário, não agiu como um representante do povo, disposto a ouvir ou explicar. Pelo contrário: sentindo-se “intimidado” pela verdade, ordenou que a Guarda Municipal prendesse o trabalhador sob a alegação de desacato.
A Verdade Dói?
O que se viu a seguir, e que circula em vídeos nas redes sociais, é desesperador. Guardas municipais, cumprindo a ordem direta do prefeito, usaram força desproporcional para conter um cidadão desarmado. As imagens mostram o homem aos berros, pedindo socorro, enquanto é tratado como criminoso apenas por expor a fragilidade financeira da prefeitura.
Vale lembrar o contexto que gerou o comentário: relatos de servidores confirmam não apenas os atrasos constantes, mas também descontos abusivos que chegam a R$ 400,00 nos vencimentos de quem já ganha pouco.
A pergunta que fica para a sociedade de Rio Largo é: o prefeito Pedro Carlos acredita estar acima da crítica? Usar a máquina pública e a força policial para calar um vendedor de lanches é a postura que se espera de um líder?
Prender quem reclama não paga as contas dos servidores. O “desacato” aqui parece ter sido cometido pela própria gestão contra a dignidade do trabalhador riolarguense.







